segunda-feira, 14 de março de 2011

Tudo sobre o betta

Tudo sobre o betta

O habitat ideal para o Betta:
Um Betta bem cuidado vive tipicamente 3-4 anos em aquário. Os Bettas podem ser criados em aquários com no mínimo 2 litros, embora certamente vivam muito melhor em aquários não tão pequenos, tipo 20-40 litros. Cascalho fino ou areia (não a de praia!) e muitas plantas (como elódeas, cabombas, rabo de raposa, musgo de Java e etc) são ideais. Lembre-se que o objetivo é manter de forma adequada os Bettas e não as plantas, desta forma, procurem plantas que tenham uma maior resistência e suas necessidades não sejam de difícil manutenção, pois fatalmente elas irão morrer e ao menor sinal de apodrecimento deverão ser retiradas e repostas, para que não poluam a água rapidamente. O pH pode ser neutro ou ligeiramente alcalino, a temperatura deve estar entre 25 e 28°C (use pequenos aquecedores próprios para "beteiras") e um termômetro para saber a temperatura constantemente. Oscilações de temperaturas ou quedas bruscas de pH podem gerar mal estar súbito no animal e causar anomalias como Íctio e outras doenças.

A alimentação do Betta:
Se você deseja somente manter Bettas saudáveis, forneça como sua alimentação principal a ração Tetra BettaMin, de duas a três vezes por semana dê artêmias, alternando com Enquitréias, Bloodworms ou outros vermes e/ou larvas. O principal objetivo é fornecer uma alimentação de fácil digestão para o Betta e rica em proteínas. Tenho a certeza que desta forma além de cuidados com a higiene do aquário e água, o seu animal irá lhe presentear com cores intensas e uma agressividade natural/característica da sua espécie. A alimentação preparatória para a reprodução está descrita mais abaixo, com uma dieta que irá fortalecer melhor o casal e ajudar posteriormente no processo de recuperação do peixe.

A reprodução do Betta:
Com certeza pode-se dizer que este é o ponto alto de todo aquarista. Reproduzir nossos peixes é algo indescritível, emociona e fascina milhares de aquaristas por todo o mundo. Veremos a seguir os passos mais importantes para uma reprodução de sucesso e tranqüila. Vamos começar pela escolha do casal. Se você quer seguir determinada linhagem de cor, procure um casal parecido (nas características de cores, caudas, formato do corpo, agressividade, etc), mas se a sua intenção é ousar ou reproduzir somente de forma doméstica, a escolha é sua.
O macho - Na hora da compra, ele deve ser maior que a fêmea (isso vai facilitar o "abraço nupcial"), os peixes devem ser ativos, agressivos e responderem prontamente ao lhes oferecer alimentos; peça para o vendedor dar um pouco de ração ao macho e aproveite para ver qual o alimento lhe é fornecido. Isso vai lhe ajudar mais para frente.
A fêmea - Deve seguir os mesmos critérios de escolha do macho, deverá ter a aparência levemente “redonda”, e com o diferencial citado acima (tem de ser menor). Quando do acasalamento a fêmea irá apresentar listas bem escuras na vertical, e no orifício anal aparecerá um pontinho branco aparentando um minúsculo ovo.
Escolhido o casal, é hora de começar a "turbinar" a sua alimentação, seguindo uma dieta rica em proteínas, principalmente para o macho que durante o processo de reprodução e manutenção dos alevinos, não irá se alimentar e poderá emagrecer bastante. Alguns animais chegam a falecer.

Faça o seguinte por duas semanas com espaços de três em três horas:

Forneça artêmias salinas vivas em quantidade suficiente (cerca de 10 a 15 unidades).
Forneça Tetra BettaMin (que deve ser a sua principal ração, esqueça aquelas rações de bolinhas, elas não prestam para nada e muitas vezes acabam por dar constipação intestinal nos Bettas) em quantidade suficiente, você vai saber o quanto.
Dê Bloodworms; a Tetra tem uma ração destes animais liofilizados. Se você desejar poderá dar também Enquitréias, muitas lojas vendem culturas destes pequenos vermes que são uma ótima fonte de alimento.
De dois em dois dias dê pedacinhos bem pequenos de coração de boi limpo e raspado, como a segunda alimentação do dia.


A agressividade do Betta é algo muito importante e deve ser reforçada. Mas como fazer isso? É simples, siga os passos a seguir:

Coloque um espelho (ou outro macho) em sua frente por cerca de 1 minuto e retire, aguarde um pouco e coloque novamente. Repita por quatro a cinco vezes durante o dia.
Duas vezes por semana, coloque uma fêmea próxima a ele, isso fará com que o macho fique "excitado" e faça o ninho. Obs: No dia em que fizer esta segunda etapa não faça a primeira.


Equipamentos necessários:
Vamos fazer uma lista e depois descrevo para que serve os itens a seguir:

um aquário de 20 a 30 litros;
uma luminária com lâmpada de 15 W a 20 W luz do dia (fluorescente)
aquecedor (que seja compatível com a quantidade de litros do aquário) e termômetro;
uma folha preta de cartolina;
um pote de maionese lavado ou garrafa de refrigerante de 2 litros (transparente);
um copo plástico descartável, fita adesiva e tesoura;
um aerador com pedra porosa e regulador de ar.


A preparação:
Em primeiro lugar, o aquário de reprodução deverá ficar em um lugar de pouco ou nenhum movimento e sem sol incidindo diretamente sob ele, ressaltando que não deverá existir nenhum ornamento, pedras, ou substrato no aquário. Retire o isopor da base do aquário, coloque a cartolina preta no lugar dele e recoloque o isopor. Com a base preta o macho irá enxergar melhor os ovos que a fêmea irá expelir. Com o copo plástico de pé, corte metade dele na vertical e cole-o na lateral do aquário com a fita adesiva de forma que fique boiando com a parte cortada virada para baixo, para que pareça uma toca. Qualquer material que flutue e não polua a água pode ser usado. O copo cortado deve ficar formando um "U" de cabeça para baixo, lembrando o arco de um túnel. Este passo é muito importante, pois é aí que o macho sustentará o ninho. Se você preferir, poderá usar alguma planta flutuante (como o musgo de Java) igualmente preso a lateral do aquário. Para a colocação da fêmea, usa-se o pote de maionese. Este deve ser bem lavado em água corrente e posteriormente seco ao sol. Se for usar a garrafa plástica de refrigerante, corte fora a parte de cima da garrafa, deixando a parte de baixo com cerca de 15 cm de altura, é ai que a fêmea irá ficar dentro do aquário.

Depois de feito tudo isso, é hora de montar o aquário. A coluna de água deverá ser de no mínimo 8 e no máximo 12 cm, eu particularmente uso com 10 cm, use um condicionador para água como o Tetra Aquasafe, coloque o aquecedor (deixe-o ligado). Durante a reprodução a luz deverá ficar ligada todo o tempo, e a temperatura deverá ser constante, não menor que 25 ou maior que 28°C. Deixe o termômetro preso no vidro para que ele não flutue não destrua o ninho. Após a temperatura estar estabilizada, coloque no centro do aquário a fêmea que deverá estar dentro do recipiente escolhido (garrafa ou pote), com o nível da água de dentro do recipiente 2 cm a baixo que o nível de água do aquário, isso vai facilitar para que o macho sempre veja a fêmea por todos os lados e abaixo dele. Ligue a luz e coloque o macho no aquário principal de reprodução, que deverá ficar tampado para não dissipar rapidamente o calor. Deixe-os sozinhos. Nas próximas 24 horas o macho irá cortejar a fêmea e preparar o ninho. Se ele não o fizer siga as dicas abaixo:

Coloque a fêmea no aquário junto com o macho, ele irá nadar agressivamente atrás dela mostrando suas nadadeiras bem abertas. Deixe-a por 2 minutos, retire-a, descanse e repita novamente. Porém fique atento ao menor sinal de que o macho irá machucá-la, se isso ocorrer separe-a imediatamente.
A esta altura a fêmea deve estar bem gordinha e com listas verticais em seu corpo (este é o sinal de que ela está pronta para o acasalamento), se o macho ainda não fez o ninho, retire o pote em que a fêmea está, e coloque outro macho junto com o reprodutor, siga as mesmas instruções descritas na primeira dica, apenas diminuindo o tempo para 1 minuto, e ao menor sinal de briga retire o macho colocado.
Se mesmo assim o reprodutor não fez o ninho, pegue cuidadosamente com uma colher um pouco de um ninho feito por outro macho (supondo que você tenha outro em casa) e coloque junto ao suporte do reprodutor, isso fará com que ele faça um outro ninho para cobrir o que você colocou.
O macho ainda não fez o ninho??? Retire-o e coloque outro em seu lugar (não é preciso dizer que a fêmea deve estar dentro do pote que está no centro do aquário), aguarde 24 horas para que "o estepe" faça o serviço. Se o ninho for feito, retire o “estepe” e coloque o reprodutor de volta. Se o ninho não for rejeitado pelo macho (em alguns casos ele o destrói por completo) tente o acasalamento. Caso seja rejeitado e destruído, troque a fêmea. Tente todos os passos novamente e se mesmo assim não der certo é melhor apelar para o Santo Casamenteiro de sua preferência e rezar bastante. O macho pode ser estéril, ou ainda não está maturado sexualmente para o acasalamento. A maturidade sexual do macho se dá a partir do quarto mês de vida. Tente trocar o casal para a reprodução. Infelizmente alguns comerciantes dão hormônios de crescimento para os peixes ou mesmo ainda com hormônios acabam por deixar os animais inférteis. Portanto se nenhum destes passos funcionar, troque de fornecedor e procure saber a origem dos animais.


O Acasalamento:
Considerando que o ninho foi feito, é hora de soltar a fêmea no aquário. Não fique muito próximo, pois isso faz com que o casal fique tímido, só aconselho ficar de olhos bem abertos, pois o macho vai dar umas "pancadinhas" na fêmea, forçando para que ela fique na parte de baixo do ninho. Se ele a machucar, retire-a, e tente mais tarde. Neste momento, devido às “corridas” dos dois, o ninho pode ser afetado e parcialmente desfeito, não se preocupe, o macho irá refazê-lo todo o tempo. Quando a fêmea estiver embaixo do ninho, em no máximo 24 horas o acasalamento deve ocorrer, normalmente acontece entre as primeiras horas da manhã. O macho dará o "abraço nupcial" e a fêmea irá expelir os ovos, que prontamente serão fertilizados instintivamente. Os ovos cairão até o fundo, o macho irá pegar com a boca e colocará com cuidado no ninho. Sempre refazendo e ajeitado o mesmo. Neste tempo a fêmea ficará parada muitas vezes parecendo estar em transe, algumas delas ajudam o macho no processo de recolher os ovos fertilizados e guardar no ninho, mas isso não é uma prática muito comum. Todo este esforço repetitivo dura cerca de 1 hora e em média são expelidos de 300 a 1000 ovos. Após o término do acasalamento, retire imediatamente a fêmea, pois ela pode tentar comer os ovos que estão depositados no ninho e o macho vai defendê-los até a morte. Alimente-a no dia seguinte com artêmia salina viva, verifique se há algum machucado em seu corpo e trate adequadamente. O macho vai revirar o ninho a todo instante, fazendo isso ele dará mais oxigenação aos ovos e previne contra a infestação de fungos. A esta altura os ovos estão amarelados com pontinhos escuros bem pequeninos. Em 24 ou até 48 horas eles eclodirão, os alevinos ficarão presos aos ovos através do saco vitelino (por onde irão se alimentar pelos próximos 4 a 5 dias iniciais de sua vida). Os filhotes que caírem serão devolvidos imediatamente pelo macho ao ninho. Quando os alevinos estiverem nadando na horizontal, é hora de retirar o "papai" do aquário, pois o mesmo poderá comer toda a sua cria. Lembre-se de reforçar a alimentação do macho à base de proteína, principalmente artêmia salina e Bloodworms.

A Alimentação e manutenção dos alevinos:
Agora devemos nos preocupar com os alevinos. Ligue o aerador, regulando o fluxo de oxigênio deixando-o bem fraquinho, desta forma não irá criar correnteza no aquário que poderá gerar má formação nos Bettas.

Como são muito pequenos ainda, precisam de alimentos especiais. No quarto dia de vida, comece a dar infusórios (a chamada "água verde", veja abaixo como fazer uma cultura de infusórios) ou alimentos líquidos especiais para alevinos (como o Wardley® Premium Small Fry®). Muitos deles são à base de gema de ovo e devem ser ministrados com muito cuidado. Existe no mercado uma ração vendida em tubos (que mais parecem de pasta de dente) que substitui muito bem os infusórios, estes devem ser ministrados somente nas 2 primeiras semanas. Todos os dias o fundo deverá ser sifonado com muito cuidado, para que não haja nenhum resto de alimento. Com 1 semana de vida, comece a dar artêmias salinas recém eclodidas (veja o artigo sobre isso na seção Artigos do site), ou mesmo ovos de artêmia sem casca (existe uma marca chamada Maramar que é muito fácil de ser usada, siga as instruções do fabricante). Vá ministrando as artêmias e microvermes alternadamente quantas vezes você puder durante o dia, mas nunca deixando restos no fundo. À medida que os alevinos forem crescendo, vá aumentando o tamanho das artêmias e comece a dar ração para alevinos da Tetra. A partir da terceira semana de vida, comece a fazer trocas parciais diárias de 20% do volume total de água do aquário e a cada dia suba a coluna de água em 1 centímetro. Por exemplo, se o seu aquário está com 10 cm de água, faça uma troca parcial de 20% e ao recolocar a água, suba para 11 cm. e assim por diante, até que o aquário esteja totalmente cheio. Com 1 mês de vida, comece a dar artêmias salinas maiores, enquitréias, bloodworms e a ração Tetra BettaMin bem esfarelada entre os dedos. Faça trocas parciais diárias de um terço do volume total do aquário, sempre sifonando com muito cuidado os dejetos, para que os alevinos não sejam sugados pela mangueirinha.

Receita de infusório:
Os infusórios são cultivados em matéria orgânica apodrecida. Para tanto podemos utilizar casca de banana ou batata, couve e outras folhas. Preferencialmente utiliza-se as de banana. Dentro de um recipiente com água (pode ser um frasco de maionese, por exemplo), ponha uma casca de banana e deixe por 3 ou 4 dias sob sol, neste período o infusório irá se formar nesta água. Algumas pessoas costumam colocar 3 ou 4 gotas de bebida láctea fermentada com “lactobacilos vivos”, os famosos Yakult. É uma prática interessante, porém nunca utilizei, portanto não posso dizer se realmente são necessários ou não. Para ministrar os infusórios utilize um conta gotas convencional que não tenha sido utilizado antes. Coloque de 5 a 6 gostas no aquário e siga as instruções de alimentação que descrevi.

Separando os alevinos:
Dependendo da quantidade peixinhos, você deverá separá-los em 2 ou 3 aquários, desta forma irá evitar superpopulação e o apodrecimento rápido da água. Com 2 meses de vida já é possível notar as diferenças entre os machos e fêmeas, essa é a hora de separá-los, machos em aquários individuais e fêmeas juntas. Normalmente nascem de 6 a 10 fêmeas para cada macho. Mas como diferenciar os machos das fêmeas? Existem algumas dicas que podem ajudar a distinguir os sexos. Em geral os machos são maiores, possuem a cauda ligeiramente maior e se mostram mais agressivos, tentam marcar o seu território e afastar quem se torne uma ameaça a ele. Então são basicamente duas formas, tamanho e agressividade. Algumas vezes isso falha, existem fêmeas maiores e mais agressivas, mas com o tempo as características irão se mostrar mais evidentes, portanto não se preocupe.

Quarentena de peixes e plantas

Quarentena de peixes e plantas

Quarentena dos Peixes

A quarentena é necessária sempre que um novo indivíduo é adquirido, visando impedir que alguma doença contamine o aquário principal, onde poderia contaminar outros e onde haveria maior dificuldade para tratamento. Como proceder:
Reserve um aquário para esta finalidade. Para maior praticidade na limpeza e para evitar acúmulo de dejetos não há necessidade de substrato. Mantenha apenas um termostato para controle da temperatura e uma iluminação suficiente para a observação. Um filtro do tipo esponja pode ser uma boa opção. Coloque o peixe recém-adquirido no aquário de quarentena, e mantenha-o por 30 dias, observando sua aparência e comportamento. Procure observar se há sinais pelo corpo que possam indicar alguma doença, como pontos brancos, secreções semelhantes a algodão, etc. Ou ainda comportamentos suspeitos, como falta de apetite, peixe raspando o corpo pelo aquário, etc. Faça trocas parciais de água frequentemente.

Ilustração de uma Quarentena


Quarentena de Plantas

Pode parecer excesso de zelo, mas não é, a quarentena de plantas é um dos ítens mais importantes para se evitar problemas futuros dentro do aquarismo dulcícula. A medida visa eliminar a introdução de pequenos seres vivos, geralmente ocultos entre as folhas, seja na forma de larvas ou ovos, além de bactérias, esporos de algas, etc.
Uma vez dentro do aquário principal, estes geralmente são difíceis de se eliminar, considerando que no aquário principal não podemos utilizar determinados produtos químicos sob risco de comprometimento da colônia de bactérias e consequemente do equilíbrio biológico.
Com isso é de vital importancia que as plantas sejam tratadas e submetidas ao período de "quarentena".

Como proceder: Antes de iniciar a "quarentena" lave as plantas com água corrente, examinando entre as folhas. Em seguida submeta-as a uma solução de permanganato de potássio (KMnO4) por cerca de 20 minutos. O permanganato de potássio pode ser encontrado em farmácias, geralmente em cartelas com cápsulas. Veja a orientação do fabricante sobre a proporção de água para diluir cada comprimido (geralmente um litro para um comprimido).
Após a imersão das plantas na solução, lave-as em água corrente para retirar todo o permanganato de potássio e coloque-as no aquário de quarentena, mantendo-as ali pelo período de pelo menos 10 dias, observando frequentemente para verificar caso surja alguma praga.
Caso isso ocorra retire as plantas, esvazie o aquário quarentena, refaça o tratamento acima, e inicie novamente a contagem dos dias.
Ao completar a quarentena com sucesso, transfira as plantas para o aquário principal.

Planejamento inicial - Montagem e maturação

Planejamento inicial - Montagem e maturação

Antes de iniciar sua montagem faça um planejamento de datas observando as seguintes considerações:

-É importante fazer previamente a quarentena das plantas a fim de evitar a introdução indesejada de caramujos ou outras pragas que podem estar ocultos entre as folhas das plantas, inclusive na forma de ovos ou larvas.

É importante introduzir as plantas (já "quarentenadas") imediatamente no momento de montagem do aquário principal. Isso evita, ou reduz a intensidade, de surtos de algas em função do excesso de nutrientes presentes no início da montagem.

As duas considerações acima já nos mostram a importância do planejamento inicial antes da aquisição ou montagem do aquário. Desconsiderar uma etapa dessas pode resultar em um início problemático ao hobby. Bom seria ao aquarista iniciante compreender isso sem necessitar vivenciar estes problemas. Quem já passou por uma simples infestação de caramujos por exemplo, já irá com certeza concordar sobre a importancia destes alertas acima.

-É indispensável que o sistema funcione por aproximadamente um mês, antes da introdução da fauna, a fim de promover o desenvolvimento da colônia de bactérias aeróbicas, benéficas ao sistema, de modo que o ciclo de nitrogênio seja completado. Isso garante que os peixes não serão submetidos a um nível elevado de amônia que poderia ser prejudicial ou até fatal.

-É muito importante que o sistema de iluminação esteja dimensionado corretamente e já instalado junto ao início da fase de maturação, também chamada popularmente por "ciclagem", de modo a promover o desenvolvimento das plantas e dessa forma impedir o surgimento de algas, principalmente as marrons, bastante característica em ambientes mal iluminados.

-É muito importante pesquisar sobre a compatibilidade de todas as espécies, flora e fauna, que se pretende adquirir, bem como o tamanho adulto dos peixes, e população adequada ao seu aquário, evitando sempre superpopular. Em aquários plantados recomenda-se que a população seja ainda mais reduzida visto que quanto maior a população maior será a quantidade de amônia produzida, o que pode ser um fator negativo para manter o sistema equilibrado e livre de algas.

Isso posto, considere os seguintes passos:

Fase 1:
-Quarentena de plantas.
-Quarentena dos peixes.

Fase 2:
-Montagem do aquário principal, com equipamentos e plantas.

Fase 3:
-Funcionamento do aquário principal pelo período de maturação.

Fase 4:
-Introdução gradativa da fauna.

O Aquarofilista Ansioso

O Aquarofilista Ansioso


Editorial

O Aquarofilista Ansioso



Boletim AAB - Abril de 2005
Revista Mania de Bicho

Freqüentemente, recebo ligações ou e-mails de diversos aquariofilistas reclamando porque os fatos “ecologicamente naturais” não estão ocorrendo no seu plantel, do jeito e na hora que eles queriam: hora é o casal de disco que está demorando em desovar, hora é o casal de bandeira que está custando demais para procriar, hora é o disco juvenil que está levando tempo demais para colorir, hora é planta hidrófila que está custando muito para se desenvolver e outros acontecimentos interessantes. Estas pessoas são aquelas que podemos chamar de “aquariofilistas ansiosos”.

Elas exigem resultados quase imediatos: compram os peixes hoje e querem os filhotes amanhã e se os peixes não procriam são acometidos por um grande nervosismo. Por incrível que pareça, ou pode ser simplesmente coincidência, quando ocorrem estas situações, temos a impressão que os peixes observados sofrem algum tipo de influência negativa, causada pela “ansiedade do dono” e, realmente, não realizam aquilo que o aquariofilista tanto almeja: seja crescer rápido, seja procriar, etc, e, geralmente, quando a paciência do observador se esgota e ele larga de mão, aí o animal mais relaxado dá continuidade ao seu “ciclo de vida”.

Há pouco tempo, um dos aquariofilistas que me contatava sempre, reclamando que o seu casal de acará disco não procriava, confessou-me que mexia muito no aquário; aumentava e diminuía a temperatura, adicionava uma série de produtos para escurecer e melhorar a qualidade da água, alternava a quantidade de luz, alimentava seis a sete vezes por dia, idealizava uma série de patês com altas dosagens de vitaminas e medicamentos e por fim, achando que estava assustando os peixes com a sua constante presença, fez um furo na parede, por onde ele podia observá-los o dia inteiro. Pois é, apesar de “toda a ajuda”, os peixes daquele cidadão não procriavam de jeito algum, fato que o deixava na maior ansiedade. Bem, um dia ele precisou fazer uma viagem e ficar ausente durante muitos dias, quem ficou cuidando dos seus peixes foi o porteiro do seu prédio, um senhor que não entendia absolutamente nada de aquários e de peixes e que se limitava a alimentá-los uma vez a cada dois dias, não gastando para isso mais do que cinco minutos. Neste período, quase duas semanas, a água dos aquários não foi trocada uma única vez.

Quando o ansioso voltou de viagem teve uma grata surpresa: os peixes, “mesmo sem a sua ajuda”, haviam procriado e gerado uma série de alevinos. Pois é, o aquariofilista vivido sabe que a paciência é um dos principais quesitos para se obter sucesso na procriação de peixes ornamentais e, por isso, quando queremos formar um plantel, seja de guppies, bettas, bandeiras, discos e outros, o correto é adquirirmos animais bem jovens, de forma que possamos criá-los do nosso jeito, com as nossas rações e em alguns casos, principalmente quando acarás discos, estabelecer uma interação com o animal, fato que irá ajudar bastante na época da procriação. É gratificante acompanharmos o desenvolvimento do animal, acostumá-lo a comer em nossas mãos e como o consultor – Ricardo Assunção – costuma fazer: treinar o peixe para saltar d’água e pegar o alimento em suas mãos; isto sim é “aquarismo de verdade”; é preciso ter muita paciência e vencer a ansiedade.

Lembro da ocasião em que resolvi criar Rasboras e que não havia nenhum registro, no Brasil, sobre o assunto, então passei muitos meses observando o comportamento de um grupo daqueles peixes até que chegasse a hora certa de induzi-los a procriação e obter um bom resultado. Assim, podemos afirmar que criar peixes ornamentais, oferecendo-lhes condições para procriarem em nossos aquários é um privilégio daqueles que possuem a sensibilidade da observância, da paciência e principalmente daqueles que conseguem vencer a ansiedade.

Wilson Vianna

Presidente da Associação de Aquariofilia do Brasil

Na onda dos aquários

Na onda dos aquários

NA ONDA DOS AQUÁRIOS

Revista Expressão
Ribeirão Preto-SP
Repórter Martha de Sá
Novembro/2004


Ter uma aquário em casa pode ser tão prazeroso quanto ter um cãozinho, um felino, uma tartaruga ou um papagaio. Mas, como diz o renomado aquarista Ricardo Assunção, um mineiro de Barbacena, apaixonado por peixes, “um aquário pode transmitir paz ou dar trabalho. Depende do entusiasmo do dono”.

O que se nota é que este pouco ou muito entusiasmo está indo além das residências, já que um aquário também pode estar em ambientes de trabalho ou em estabelecimentos comerciais, decorando determinado espaço ou, simplesmente, proporcionando agradável e discreta companhia às pessoas. Afinal, os peixes, mesmo sendo muito silenciosos em sua maioria, também podem movimentar e alegrar qualquer lugar onde estiverem bem colocados e, é claro, muito bem tratados.

Paixão assumida de muitos, desde crianças a idosos, criar peixes e cuidar deles com todo carinho e atenção, muitas vezes, se transforma em ótima terapia, podendo até estimular mais a afetividade, aliás, como a maioria dos bichos. Dependendo da escolha das espécies, essa paixão, às vezes, pode ser mais dispendiosa e outras vezes, mais modesta, com poucos gastos.

No entanto, a enorme satisfação em cria-los, nem de longe tem a ver com mais ou menos dinheiro. Mas, a verdade é que quem monta o primeiro aquário, geralmente, se apaixona por esta prática e não pára de buscar informações a respeito e de planejar novos investimentos... (mais detalhes em www.revistaexpressao.com.br )

Injeção de CO2

Injeção de CO2 em aquários plantados

Pensando em beneficiar o desenvolvimento das plantas através da injeção de CO2 em aquários plantados, seja através de cilindros de CO2 ou outros métodos alternativos, ocorre também uma alteração de pH, que conforme as condições pode ser bastante grande e portanto requer atenção.
Manter o pH estável é importante para a saúde dos peixes e do sistema em geral. Muitas vezes o aquarista tem dificuldades em manter o pH estável em função de ignorar um outro fator chamado KH.

Quanto maior o KH, menor a oscilação do pH.

O quadro abaixo demonstra o comportamento integrado destes parâmetros, representando o cruzamento entre pH, KH e CO2.
Se ao injetar CO2 você observa como resultado um pH mais ácido do que desejaria, procure alterar o KH para que essa alteração de pH seja reduzida.
Para isso é necessário realizar a medição do pH e do KH da água em seu aquário. Através do cruzamente destes é possível obter a leitura do CO2 diluído aproximadamente em seu aquário.
Para ajuste do pH observe antes a coluna do KH na tabela, comparando com o valor da sua medição. Ao aumentar o valor do KH, mesmo mantendo a mesma injeção de CO2, você observará um resultado um pH diferente. Observe que os valores do centro da tabela referem-se ao nível de CO2. Os valores em cor verde indicam a faixa adequada de CO2. Recomenda-se apenas que sejam evitados níveis superiores a 30mg/l de CO2.
Vale lembrar que toda alteração deve ser realizada gradativamente, e sob monitoração.


Abaixo a representação gráfica do CO2 em mg/l:

Tabela de cruzamento CO2 por pH e KH

Hidropsia

Hidropsia - A barriga-d'água dos peixes

O que é?
A Hidropsia não é uma doença, mas um conjunto de sintomas e sinais que surgem no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes, com consequências para todos os seus orgãos. Quando isto ocorre, o nivel de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui, fica aquoso. Ocorre insuficência dos rins e do coração do peixe. Ele não consegue eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam. Sobrevem lesões nas guelras, intestinos, etc. "A degeneração do coração e dos rins é causada por toxinas que podem ser de origem fermentativa, tumoral ou parasitária". Muita gente considera a hidropsia como uma doença, por isto vemos vários autores, cada um apontando uma causa. Mas ela não tem só uma causa, porque não é uma doença. É uma síndrome.
A causa mais comum apontada é uma bactéria, a Pseudomonas puntacta. É uma causa importante da hidropsia infecciosa. Mas também na tuberculose, na lepidortose, em algumas viroses e até em aquários com excesso de nitratos pode ocorrer a hidropsia. Há casos em que não é possivel encontrar um agente causador. Há outras situações que em certos aspectos podem simular a hidropsia: problemas ovarianos em fêmeas e tumores malignos e benignos em certas localizações, a oclusão intestinal, gases, constipação intestinal, etc. Em quase todas as situações a alimentação errada, como dar sempre o mesmo alimento, principalmente não vitaminados, podem causar o aumento do volume do peixe ou mesmo levar a uma situação mais grave, pois com alimentação errada o peixe tem sua imunidade diminuída. Mesmo no caso da infecção por P. puntacta, esta só ocorre se o organismo estiver debilitado pelas condições de vida dele. Em todos os casos de aumento global do volume do peixe, parecendo inchado, ele deve ser imediatamente removido para um aquário hospital.

Prevenção - Quarentena
A prevenção para todas as doenças é a mesma. E para todas elas a prevenção é o mais importante. Devemos sempre pensar na saúde como um equilibrio entre o hospedeiro (peixe), agente agressor (físico, químico, biológico) e o meio (água). O aquário é um sistema fechado, tem poder de autodepuração limitado. À medida que esta capacidade vai se esgotando, as condições da água vão piorando. Numa progressão, digamos, exponencial em relação ao tempo. Até que de repente o sistema entra em colapso. A água é um solvente universal em nosso planeta. Assim, qualquer agente patogênico (que cause doença) se difunde nela com rapidez, e os peixes vivem nesse ambiente em contato direto com esses agentes. Os peixes têm um sistema imunológico que os defende de muitas agressões, mas não de todas, e principalmente não durante todo o tempo. Eles produzem excreções como fezes, urina, amônia, e nadam num meio em que isto tudo está dissolvido. À medida em que o nivel desses poluentes vai crescendo, os problemas vão aumentando. Por isto é tão importante evitar a superpopulação, fazer trocas parciais de água, a boa filtragem, a sifonação do fundo, o controle dos parâmetros fisico-químicos, etc. Pelo mesmo motivo há gente que considera inadequada a formula de 1 cm de peixe para l litro de água, pois 1 cm de um paulistinha não tem o mesmo significado de 1 cm de um acará ou de um kinguio. Melhor seria se o cálculo fosse feito pela relação peso do peixe/litro de agua, tipo 1 g de peixe para 3 ou mais litros de água. Os três fatores mais importantes na prevenção de doenças são:

  • Desinfecção e quarentena para peixes e plantas novas
  • Composição da água do áquario
  • Alimentação

A Quarentena é essencial pois, por melhor que pareça um peixe recém-adquirido, não se pode saber se ele é portador de algum agente patogênico incubado. Há muitas doenças que só se manifestam com o tempo e o período de 3 ou 4 semanas, em geral, é o suficiente para o aparecimento delas. Levar um agente patogênico para um sistema fechado é igual a doença futura, talvez uma epidemia. Por que não prevenir isto? É muito mais barato e menos estressante para um bom aquarista e principalmente para seus peixes,prevenir uma epidemia do que combatê-la.

Prevenção - Condições da Água
A temperatura da água deve ser a mais constante possível, e apropriada para as espécies co-habitantes, embora qualquer peixe resista às variações naturais, lentas e graduais da temperatura, até um certo limite. A iluminação adequada em aquários plantados é também necessária à "saúde" da água. Várias espécies de peixes necessitam de quantidades diferentes de claridade, pelo que devemos dar condições de eles escolherem, com cavernas, troncos, etc. Aqueles de hábitos mais noturnos não estão bem adaptados a viverem todo o dia sob intensa luminosidade. Dureza e pH devem ser compatíveis com os peixes, daí a necessidade de se estudar as características e necessidades de cada um para saber quais poderão ficar juntos. Por exemplo, neon e molinésia não fazem um bom par no aquário pois se um estiver nas condições de água que lhe são propícias, o outro estará em más condições. Um dos dois ficará doente algum dia. Acará Bandeira gosta de agua morna, não deve ficar com Tanictis, por exemplo, de agua fria. Peixes de agua mole não se sentem bem na água que estiver boa para peixes de água dura, etc. Peixe em condições inadequadas para as quais sua espécie está adaptada, é peixe que certamente ficará doente, ou no minimo morrerá mais cedo.

Prevenção - Alimentação
A dieta deve ser balanceada, vitaminada e variada. Aí entra um fator muito importante: as vitaminas sofrem intensamente a influência do calor e também da luz e umidade. Por isto, não podemos nos preocupar unicamente com a data de validade de um alimento ou de um medicamento. (Os medicamentos, principalmente;portanto cuidado ao comprar um remédio na farmácia e o balconista lhe disser "pode levar, ainda não venceu". Procure pelo que estiver há menos tempo na prateleira. É mais seguro). O mais importante é a data de fabricação. O prazo de validade teria importância se o medicamento, vitaminas, etc, fosse conservado em temperatura, em geral, de no máximo 30°C. Ocorre que num país como o nosso, onde na maior parte das cidades a temperatura no verão ultrapassa os 40°C à sombra, qualquer vitamina que tenha sido fabricada há pelo menos um verão, está alterada. A não ser que tenha sido armazenada em ambiente com controle de temperatura. Além disso, a ração deve ser variada. Não adianta dar sempre a mesma ração. Por melhor que seja, ela não será completa. O peixe, como nós e as plantas, precisa de "elementos-traços", que dificilmente estarão incluídos numa só. Compre sempre ração em recipientes menores, de acordo com a quantidade de peixes. Não tire todo o lacre, só abra um pedaço. Mantenha fechado em lugar seco, arejado e sem incidência de sol. Dê sempre o mínimo de comida necessária de cada vez, aumentando a frequência até a quantidade total para o dia. Não dê quantidade que os peixes não consigam consumir de imediato. Exceto, é claro, alimentos de fundo e nesse caso, nunca dê se ainda houver resíduos do anterior. Sempre que possivel, ofereça alimentos vivos, tomando cuidado com cada tipo de alimento pois muitos deles podem trazer bactérias ou outros patógenos. Ironicamente, o maior problema que a boa prevenção produz, é sobre o aquarista. Ele fica com pouca experiência no tratamento de doenças.

Tratamento
O início imediato do tratamento é essencial. Quanto mais cedo se iniciar, melhores as chances de o peixe reagir. À medida que o tempo passa, as condições do peixe pioram, suas defesas diminuem, seus órgãos caminham para o colapso, ficando o tratamento cada vez mais dificil. Durante o tratamento, o peixe deve ser colocado no aquário hospital, tanto para o tratamento em si como para proteção dos outros. A água deve ter os parâmetros adequados para a espécie, evitando-se porém águas muito ácidas para melhor ação dos antibióticos, no caso de usá-los. Eles em geral não funcionam bem em meio ácido. Deve ser oferecida alimentação variada, vitaminada e de preferência com alto teor de vitaminas A e D. A água deve ter boa aeração. Não pode ter filtração, ou pelo menos nenhuma filtração química. A hidropsia, principalmente as infecciosas, tem difícil cura, mas está provado não ser impossivel. Como em qualquer doença, quanto antes se iniciar o tratamento, mais possivel se faz a cura. Como voce vai saber se seu peixe vai se curar? Só tentando. Se você ler que a cura é impossivel, não acredite. Tente. Há inúmeros relatos de sucesso. Nenhum sucesso em quem não tentou.

Contra a inchação do peixe, em si, para ajudá-lo a eliminar água, pode-se tentar o uso do sal grosso - sem iodo. Evitar seu uso em peixes tipo cascudos, limpa-vidros, etc. O uso de 1 colher, das de sopa, cheia de sal para 10 litros de agua é recomendado por alguns autores. Vamos nos referir ao tratamento da hidropsia por bactérias. O uso de antibióticos é importante porque, matando os germes, basicamente causadores da doença ou simples oportunistas (que se aproveitam das condições debilitadas do peixe), o doente terá melhores condições de se recuperar. Vários antibióticos são usados. Há aquaristas que relatam bons resultados com o uso de Aureomicina (clorotetraciclina) na dose de 250 mg para cada 20 L de água durante 3 dias, renovando-se a solução após este prazo, até o restabelecimento do peixe. A Terramicina (oxitetraciclina) também é usada na dose de 50 mg por litro de água em banhos de 24 a 72 horas, renovando-se a solução se estiver dando resultado. A Cloromicetina (cloranfenicol) também é usada na mesma dosagem e tempo que a Terramicina. Há autores que referem bons resultados mesmo com o uso de 5 a 10 mg por litro de água.

Hoje usamos antibióticos mais potentes para o combate à Pseudomonas em humanos. Na verdade não são mais potentes, mas sim diferentes, pois a bacteria adquire resistencia facilmente. Nas que atacam no aquário,porém, não é de se esperar que esta resistência tenha ocorrido com frequência pois aí o uso de antibióticos não é abusivo como nos humanos. Um desses é o Ciprofloxacino. Não sei da experiência em peixes, mas correlacionando ao uso da Aureomicina, seria possivel usar 500 mg para 40 L de água, também até a cura, com troca da solução em 2 ou 3 dias. Não conheço muitos estudos sobre a toxicidade dos antibióticos sobre os peixes - só sobre bactérias e sobre humanos - mas autores que fazem referências a bons resultados com o uso da Aureomicina, dizem que após a cura, os peixes procriaram.